Entrevista · Saúde

No Momento Pulsar+, Dra. Sarah Dantas expõe o amor que aprisiona: a dependência emocional

Por Priscilla Avila Editor-chefe 02 de setembro de 2026

Poucos temas se disfarçam tão bem quanto a dependência emocional. Ela se esconde atrás do que há de mais valorizado nas relações, o amor, e por isso passa despercebida até virar sofrimento. Foi sobre essa linha tênue, entre o afeto que fortalece e o vínculo que adoece, que a Dra. Sarah Dantas se debruçou no episódio mais recente do Momento Pulsar+, ao trazer a dependência emocional para o centro da conversa.

Logo de início, a médica delimitou o ponto que costuma gerar confusão: amar e criar vínculo é saudável, faz parte da natureza humana, e o problema não está no sentimento em si. [Entra aqui a fala da Sarah sobre onde termina o amor saudável e começa a dependência.] A distinção, aparentemente sutil, é o que separa uma relação que soma de uma relação que aprisiona.

Ao longo do programa, a especialista detalhou como esse padrão se instala. [Entra aqui a fala da Sarah sobre os sinais da dependência emocional, o que ela apontou como principais indícios.] São movimentos que raramente se anunciam como doença, porque se apresentam como entrega, cuidado ou amor intenso, o que torna o reconhecimento ainda mais difícil para quem está dentro da relação.

A Dra. Sarah Dantas também chamou atenção para o peso emocional que sustenta esse ciclo. [Entra aqui a fala da Sarah sobre medo do abandono, autoestima dependente de validação ou a dificuldade de ficar só.] Não à toa, o tema conversa diretamente com a linha de trabalho da médica, que investiga há tempos as relações que adoecem e o modo como as pessoas se anulam dentro delas, discussão que atravessa o próprio O Outro Invisível.

Mais do que apontar o problema, a proposta do episódio foi mostrar que existe saída. [Entra aqui a fala da Sarah sobre caminhos de tratamento, a importância de buscar ajuda profissional ou a mensagem final que ela deixou.] O recado, alinhado ao que o Momento Pulsar+ vem construindo em suas edições sobre comportamento, é o de sempre: nomear o que se sente é o primeiro passo para cuidar.

Ao encerrar, a médica reforçou que reconhecer a dependência emocional não significa condenar a relação nem culpar quem sofre, mas admitir que algo pede atenção. Amar bem, afinal, começa quando o outro deixa de ser condição de sobrevivência e volta a ser escolha, e é essa liberdade que transforma o vínculo em parceria, e não em prisão.

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