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Beleza fora do consultório: os riscos de buscar procedimentos estéticos clandestinos

Por Priscilla Avila — Editor-chefe 27 de outubro de 2026 1 min de leitura
Beleza fora do consultório: os riscos de buscar procedimentos estéticos clandestinos

A busca por beleza e autoestima é legítima, mas, quando guiada pelo preço baixo e pela pressa, pode se transformar em tragédia. Cresce o número de pessoas que procuram procedimentos estéticos em locais inadequados, com profissionais não habilitados ou até em casa, atraídas por promessas de resultado rápido e barato. O que parece economia, porém, costuma esconder um risco sério à saúde, e até à vida.

O perigo começa na origem do procedimento. Aplicações feitas por pessoas sem formação adequada, com produtos de procedência duvidosa, sem ambiente estéril e sem o devido acompanhamento, abrem caminho para complicações graves. Infecções, reações alérgicas, deformidades, necrose e, em casos extremos, consequências fatais são riscos reais de quem coloca o corpo nas mãos erradas. O que deveria realçar a beleza acaba, muitas vezes, causando dano irreversível.

Entre os casos mais preocupantes estão as substâncias injetáveis aplicadas de forma clandestina, muitas vezes com produtos não autorizados para fins estéticos. Uma vez no corpo, alguns desses materiais são de difícil ou impossível remoção, deixando sequelas permanentes. O baixo custo, nesses casos, é justamente o que deveria acender o alerta, porque segurança, estrutura e qualificação têm valor, e esse valor existe por um motivo.

A proteção está em escolhas conscientes. Verificar a formação e o registro do profissional, exigir ambiente adequado, desconfiar de preços muito abaixo do mercado e entender que procedimento estético é, antes de tudo, um ato de saúde são atitudes que previnem tragédias. Beleza de verdade não combina com risco. Diante da dúvida, procurar um profissional habilitado e um local seguro não é luxo, é cuidado básico com o próprio corpo.

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