Negócios

Empresas brasileiras avançam na inteligência artificial, mas medir o retorno ainda é desafio

Pesquisa mostra crescimento da adoção da tecnologia enquanto companhias ainda procuram formas de transformar produtividade em indicadores financeiros

Por Priscilla Avila — Editor-chefe 10 de setembro de 2026 1 min de leitura
Empresas brasileiras avançam na inteligência artificial, mas medir o retorno ainda é desafio

A inteligência artificial já chegou às empresas brasileiras. A próxima pergunta dos executivos é mais difícil: quanto ela efetivamente está trazendo de retorno?

Pesquisa realizada pela Strand Partners para a AWS mostra que 50% das empresas brasileiras já utilizam ferramentas de IA, mas apenas 15% estão em um estágio considerado avançado de adoção.

Os resultados percebidos são relevantes. Entre as empresas pesquisadas, 72% relatam ganhos de produtividade, 54% relacionam a tecnologia ao crescimento de receita e 66% dizem ter alcançado retornos superiores ao investimento inicial.

Mesmo assim, apenas 33% demonstram confiança em sua capacidade de medir precisamente o retorno sobre o investimento em IA, e somente 28% afirmam possuir uma estrutura consistente de mensuração.

Essa diferença expõe uma nova fase da inteligência artificial corporativa.

No primeiro momento, o objetivo das empresas era experimentar. Ferramentas generativas começaram a ser usadas para textos, atendimento, análise de informações, programação, automação e produtividade.

Agora, a discussão começa a migrar da adoção para o resultado.

Não basta saber quantas pessoas utilizam IA dentro de uma companhia. Indicadores precisam mostrar se a tecnologia reduziu custos, aumentou vendas, melhorou atendimento, diminuiu erros ou permitiu que equipes produzissem mais no mesmo período.

A questão para 2026, portanto, já não parece ser apenas “sua empresa utiliza inteligência artificial?”.

Para os negócios, uma pergunta começa a ganhar mais peso: “qual resultado ela está entregando?”

Compartilhar