Empresas brasileiras avançam na inteligência artificial, mas medir o retorno ainda é desafio
Pesquisa mostra crescimento da adoção da tecnologia enquanto companhias ainda procuram formas de transformar produtividade em indicadores financeiros

A inteligência artificial já chegou às empresas brasileiras. A próxima pergunta dos executivos é mais difícil: quanto ela efetivamente está trazendo de retorno?
Pesquisa realizada pela Strand Partners para a AWS mostra que 50% das empresas brasileiras já utilizam ferramentas de IA, mas apenas 15% estão em um estágio considerado avançado de adoção.
Os resultados percebidos são relevantes. Entre as empresas pesquisadas, 72% relatam ganhos de produtividade, 54% relacionam a tecnologia ao crescimento de receita e 66% dizem ter alcançado retornos superiores ao investimento inicial.
Mesmo assim, apenas 33% demonstram confiança em sua capacidade de medir precisamente o retorno sobre o investimento em IA, e somente 28% afirmam possuir uma estrutura consistente de mensuração.
Essa diferença expõe uma nova fase da inteligência artificial corporativa.
No primeiro momento, o objetivo das empresas era experimentar. Ferramentas generativas começaram a ser usadas para textos, atendimento, análise de informações, programação, automação e produtividade.
Agora, a discussão começa a migrar da adoção para o resultado.
Não basta saber quantas pessoas utilizam IA dentro de uma companhia. Indicadores precisam mostrar se a tecnologia reduziu custos, aumentou vendas, melhorou atendimento, diminuiu erros ou permitiu que equipes produzissem mais no mesmo período.
A questão para 2026, portanto, já não parece ser apenas “sua empresa utiliza inteligência artificial?”.
Para os negócios, uma pergunta começa a ganhar mais peso: “qual resultado ela está entregando?”




