Saúde

Infarto: campanha da cardiologia reforça os sinais de alerta que salvam vidas

Por Priscilla Avila — Editor-chefe 14 de setembro de 2026 1 min de leitura
Infarto: campanha da cardiologia reforça os sinais de alerta que salvam vidas

Um infarto raramente avisa com a clareza que os filmes sugerem. Nem sempre há a dor dramática no peito seguida de queda, e é justamente essa expectativa equivocada que faz muita gente demorar a procurar ajuda quando os sintomas aparecem. Atenta a esse problema, a Sociedade Brasileira de Cardiologia lançou material educativo voltado a orientar a população sobre os sinais de alerta do infarto, num esforço de reduzir mortes que poderiam ser evitadas apenas com reconhecimento rápido.

O sintoma mais conhecido continua sendo o mais importante: dor ou forte pressão no peito, muitas vezes descrita como um aperto ou um peso, que pode se irradiar para o braço esquerdo, o pescoço, a mandíbula ou as costas. O que pouca gente sabe é que o quadro nem sempre se limita a isso. Falta de ar, suor frio, náusea, tontura e um cansaço súbito e inexplicável também podem sinalizar que o coração está em sofrimento, sobretudo em mulheres e pessoas com diabetes, cujos sintomas costumam ser mais discretos.

O fator decisivo, nesses casos, é o tempo. Cada minuto sem atendimento significa mais músculo cardíaco perdido, o que torna a rapidez a diferença entre a recuperação e a sequela permanente, ou entre a vida e a morte. Por isso, diante da suspeita, a orientação é clara: não esperar passar, não dirigir por conta própria e acionar imediatamente o serviço de emergência, ligando para o 192 do Samu.

A campanha reforça uma verdade que a pressa do dia a dia costuma abafar: conhecer o próprio corpo e os sinais de risco é uma forma de prevenção tão importante quanto qualquer exame. Informar-se não substitui o acompanhamento médico, mas pode ser exatamente o conhecimento que, num momento crítico, coloca alguém no hospital a tempo.

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