Saúde

Pele no inverno: o que muda na rotina e o que o frio revela que estava escondido

Por Priscilla Avila Editor-chefe 24 de julho de 2026 1 min de leitura
Pele no inverno: o que muda na rotina e o que o frio revela que estava escondido

O inverno tem uma forma particular de expor o que a pele vinha compensando sem que a rotina percebesse. A queda na umidade do ar, o banho mais quente, o uso de roupas que roçam a pele o dia todo e a menor exposição solar alteram as condições do tecido cutâneo de formas que se tornam visíveis rapidamente em quem não adapta o cuidado à estação.

A desidratação é o primeiro sinal. Pele que estava funcionando bem no verão, com a hidratação auxiliada pela umidade do ar, começa a apresentar sensação de tensão, descamação discreta e aspecto opaco que os produtos da rotina não resolvem mais com a mesma eficiência. O motivo é simples: a barreira cutânea perde água com mais velocidade num ambiente com baixa umidade relativa do ar, e o hidratante que era suficiente em outra estação pode não ser mais adequado para as condições do inverno.

A adaptação da rotina começa pela textura dos produtos. Hidratantes em gel, mais leves e adequados para climas úmidos e quentes, dão lugar a fórmulas em creme com maior concentração de emolientes e oclusivos, que criam uma camada protetora sobre a pele e reduzem a perda de água transepidérmica. Ingredientes como ceramidas, manteiga de karité, esqualano e ureia são aliados específicos do período.

O protetor solar permanece obrigatório. Esse é um dos equívocos mais comuns do inverno: a suposição de que, com menos sol e mais nuvens, a proteção pode ser reduzida ou eliminada. A radiação UVA, responsável pelo envelhecimento cutâneo, atravessa nuvens e vidros e mantém sua intensidade ao longo de todo o ano, independentemente da temperatura.

O inverno revela a pele como ela realmente está. E o que ele revela, em geral, é exatamente onde a rotina de cuidado tem lacunas.

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