Petrobras reajusta querosene de aviação e passagens aéreas podem ficar mais caras

Quem planeja viajar de avião nos próximos meses pode sentir o impacto no bolso. A Petrobras anunciou um reajuste médio de 7,2% no preço do querosene de aviação, o QAV, vendido às companhias aéreas, com validade desde o último domingo. O aumento acende um alerta sobre o custo das passagens, já que o combustível é um dos itens mais pesados na operação das empresas do setor.
A estatal atribuiu o reajuste à elevação das cotações internacionais, influenciada pelas tensões no Oriente Médio e pela redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia. Como a Petrobras responde por cerca de 85% da produção nacional de querosene de aviação, suas decisões de preço têm efeito direto sobre praticamente todo o mercado aéreo brasileiro, o que amplia o alcance do aumento.
O peso desse combustível nas contas das companhias ajuda a dimensionar o problema. Segundo a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, a participação do querosene de aviação nos custos operacionais saltou de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio. Ou seja, quase metade do que as empresas gastam para colocar um avião no ar vem desse único item, o que torna qualquer reajuste especialmente sensível.
Para o consumidor, a conta pode chegar na forma de passagens mais caras, sobretudo em período de alta demanda, como o fim de ano. A Petrobras ressalta que os preços no Brasil são atualizados mensalmente e que uma fórmula contratual ajuda a amortecer as oscilações do mercado internacional. Ainda assim, o episódio mostra como conflitos distantes afetam o dia a dia, e como o preço de um bilhete aéreo pode começar a ser definido a milhares de quilômetros do Brasil.

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