Emprego

Fim da escala 6x1: o que muda para clínicas, salões e quem emprega no setor da beleza e da saúde

Por Priscilla Avila Editor-chefe 04 de setembro de 2026 1 min de leitura
Fim da escala 6x1: o que muda para clínicas, salões e quem emprega no setor da beleza e da saúde

A aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 reacendeu a preocupação do setor produtivo com os custos da mudança. Para negócios que dependem de funcionamento em fins de semana e feriados, caso de boa parte das clínicas, salões e estúdios, o tema deixa de ser abstrato e vira questão direta de gestão.

Do lado das empresas, o alerta é sobre o custo do trabalho. Entidades do setor argumentam que o país já convive com juros altos, crédito caro e inadimplência elevada, e que reduzir a jornada sem debate técnico pode encarecer a operação, dificultar contratações e pressionar preços. A preocupação prática é logística: para manter o mesmo horário de atendimento, muitos empregadores precisariam reorganizar escalas ou ampliar equipe, o que significa mais despesa.

Do outro lado, defensores da proposta sustentam que a mudança amplia o descanso e a qualidade de vida do trabalhador, corrigindo uma rotina que sacrifica fins de semana e vida pessoal. O debate, ainda em tramitação, opõe ganho social e impacto no custo, e deve ganhar força à medida que avança no Congresso, especialmente em ano eleitoral.

Para quem gere um negócio na área da saúde e da beleza, o recado é de atenção antecipada. Mais do que reagir quando e se a regra mudar, vale começar a mapear desde já como a operação se sustentaria com uma jornada diferente, porque, nesse tipo de decisão, quem planeja com antecedência absorve o impacto com menos sobressalto do que quem espera o problema chegar.

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