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Tragédia no Nepal: número de mortos em enchentes chega a 1.114 e 4,5 mil seguem desaparecidos

Por Priscilla Avila Editor-chefe 02 de setembro de 2026 1 min de leitura
Tragédia no Nepal: número de mortos em enchentes chega a 1.114 e 4,5 mil seguem desaparecidos

O número de mortos nas enchentes que atingiram o Nepal subiu para 1.114, segundo atualização divulgada nesta quarta-feira (2) pela Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Risco de Desastres do país, a NDRRMA. O balanço faz da catástrofe uma das mais letais da história recente da região do Himalaia, e o total tende a crescer à medida que equipes de resgate alcançam áreas ainda isoladas.

Cerca de 4,5 mil pessoas continuam desaparecidas no Nepal e na China, incluindo centenas de estrangeiros, de acordo com as autoridades locais. Do lado chinês da fronteira, na região do Tibete, ao menos 16 pessoas morreram. Entre os desaparecidos há dezenas de trabalhadores presos em túneis de projetos hidrelétricos, foco prioritário das buscas nos últimos dias.

A dimensão humana do desastre aparece nos dados da ONU. Uma estimativa de 84.270 pessoas foi afetada em 17 municípios, entre elas mais de 32 mil crianças. Quase 12 mil pessoas já foram resgatadas, segundo o governo nepalês, enquanto milhares perderam casa, familiares e meios de subsistência. A identificação das vítimas avança em ritmo lento, e parte dos corpos recuperados ainda não foi reconhecida, o que levou a enterros coletivos nos dias seguintes à tragédia.

As enchentes tiveram origem no fim de agosto, após o colapso de uma estrutura glacial próxima à fronteira entre Nepal e China, que desencadeou inundações repentinas de força incomum. A água destruiu pontes, estradas e povoados inteiros nas regiões mais atingidas, e chegou a arrastar corpos por cerca de 240 quilômetros até o território indiano, no norte da Índia.

Diante da escala da emergência, o governo do Nepal e a ONU anunciaram um apelo humanitário emergencial com duração prevista de quatro meses, voltado às necessidades mais urgentes das comunidades afetadas. As autoridades mantêm alertas de cheia para populações que vivem às margens de rios em diversos distritos, enquanto seguem as operações de busca por sobreviventes e a recuperação de vítimas.

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