PDRN entra no radar do skincare e desperta curiosidade entre consumidores
Ingrediente ganhou visibilidade com a expansão da beleza coreana e passou dos consultórios para fórmulas cosméticas e redes sociais
Quem acompanha as tendências de skincare provavelmente já encontrou essas quatro letras: PDRN.
O ingrediente ganhou projeção principalmente com a popularização de tratamentos e produtos associados à beleza coreana e, rapidamente, passou a aparecer em vídeos, fórmulas cosméticas e discussões sobre regeneração e qualidade da pele.
PDRN é a sigla para polydeoxyribonucleotide, ou polidesoxirribonucleotídeo. O nome complicado contrasta com a velocidade com que o termo chegou ao vocabulário de consumidores interessados em skincare.
Parte dessa popularidade está relacionada à associação do ingrediente com processos de reparação e regeneração. Mas é justamente nesse ponto que é necessário separar diferentes formas de utilização.
Um cosmético aplicado sobre a pele não deve ser automaticamente equiparado a procedimentos realizados em ambiente profissional. Concentração, formulação, forma de administração e capacidade de atingir determinadas camadas da pele interferem nos resultados.
Essa distinção costuma desaparecer nas redes sociais.
Um ingrediente viraliza, produtos começam a surgir e, pouco tempo depois, diferentes propostas são apresentadas ao consumidor como se produzissem os mesmos efeitos.
O fenômeno não é exclusivo do PDRN. Retinol, niacinamida, ácido hialurônico e outros ativos também passaram por momentos de grande popularidade.
A diferença é que o avanço da K-Beauty tornou o ciclo das tendências ainda mais rápido. Produtos que ganham atenção na Coreia do Sul podem chegar às redes sociais brasileiras antes mesmo de boa parte do público compreender exatamente para que servem.
O interesse pelo PDRN mostra, portanto, mais do que a ascensão de um ingrediente.
Ele revela um consumidor cada vez mais interessado em fórmulas sofisticadas, regeneração e tecnologia aplicada aos cuidados com a pele. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de informação capaz de diferenciar evidência, tendência e promessa comercial.
No skincare, novidade pode despertar curiosidade. Mas entender o que existe dentro do frasco continua sendo mais importante do que seguir aquilo que viralizou.




