Economia

Orçamento de 2027 prevê salário mínimo de R$ 1.741, aumento de R$ 120 sobre o piso atual

Por Priscilla Avila Editor-chefe 02 de setembro de 2026 2 min de leitura
Orçamento de 2027 prevê salário mínimo de R$ 1.741, aumento de R$ 120 sobre o piso atual

O governo federal enviou ao Congresso Nacional, na última segunda-feira (31), o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 com previsão de salário mínimo de R$ 1.741. O valor representa um aumento nominal de R$ 120, cerca de 7,4%, em relação aos R$ 1.621 pagos atualmente, e passaria a valer a partir de 1º de janeiro do próximo ano, caso seja confirmado.

A cifra, no entanto, ainda não é definitiva. O valor final do piso será calculado no fim do ano, porque a fórmula de reajuste considera a inflação medida pelo INPC acumulada até novembro somada ao crescimento do PIB, o que pode elevar ou reduzir a projeção antes da sanção. O reajuste tem efeito que vai muito além do contracheque de quem ganha um salário, já que o piso serve de referência para aposentadorias, pensões e uma série de benefícios sociais.

Além do mínimo, a proposta apresenta as projeções econômicas que sustentam as contas do próximo ano. O governo trabalha com crescimento de 2,46% do PIB, inflação de 3,6% e uma meta de superávit primário de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,5% do PIB. No total, o Orçamento previsto chega a cerca de R$ 7,4 trilhões, somadas as despesas financeiras e as primárias.

O texto também traz escolhas que devem pautar a disputa no Congresso. A proposta reserva R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares, valor superior ao do ano anterior, e prevê R$ 157,1 bilhões para o Bolsa Família, sem reajuste nominal no benefício. Ao mesmo tempo, o governo aciona os chamados gatilhos do arcabouço fiscal para conter despesas obrigatórias, incluindo gastos com pessoal, em um cenário de pressão sobre as contas públicas.

Por ser o último Orçamento elaborado no atual mandato, o PLOA de 2027 define as primeiras diretrizes fiscais para o próximo ciclo. A partir de agora, o texto segue para análise dos parlamentares, que podem apresentar emendas e alterar valores e prioridades antes da aprovação final da Lei Orçamentária, prevista para o fim do ano.

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